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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PARA QUE SERVE UM ZONEAMENTO?


O zoneamento ambiental ou ecológico-econômico é um dos instrumentos da política ambiental brasileira. Suas bases foram firmadas pelos artigos 21, alínea IX, 25, § 3º e 182, § 1º, da Constituição Federal de 1988, pela Lei federal 6938/81, artigo 9o, inciso II, e pelo Decreto 4297/2002, que a regulamenta.
No caso do artigo 21 da Constituição Federal, a gestão ambiental do território brasileiro deve ser articulada para um mesmo complexo ambiental e socioeconômico, buscando a redução das desigualdades e o desenvolvimento sustentável. No artigo 25, § 3º, está a ênfase a organização ao planejamento das cidades. O artigo 183 estabelece a obrigatoriedade aos municípios de mais de vinte mil habitantes a instituírem o Plano Diretor. Não está explícito que o Plano Diretor deve conter o zoneamento, mas implicitamente o zoneamento está contido na expressão ordenamento da cidade tendo “por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes”, como descrito do caput do citado artigo.
A definição dada pela Lei 6.938/81 é a de que o “zoneamento ambiental é uma integração sistemática interdisciplinar da análise ambiental ao planejamento do uso do solo, com o objetivo de definir a gestão dos recursos ambientais” O zoneamento dá suporte à tomada de decisões no planejamento e gestão territorial, seja sob a ótica econômica, social, ecológica ou cultural. É uma forma de compartimentar o espaço geográfico, segundo critérios objetivos, baseados nas suas peculiaridades e dinâmicas. Estes estudos dever ser voltado para o entendimento dos processos de ocupação, desenvolvimento e apropriação dos recursos de um dado território.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

RESGATANDO VELHOS CONCEITOS PARA O FUTURO DA CIDADE

Estamos compartilhando este vídeo que trata do transporte urbano em São Luís. E se trocássemos o nome São Luís pelo da cidade em que vivemos, faria muita diferença?
Comentem!

Resgatando velhos conceitos para o futuro da cidade: caso de estudo São Luís. from Cidade Ideia on Vimeo.


Encontrei este vídeo AQUI.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

RELEVO - Elemento da Paisagem Urbana

Funções do relevo urbano:
    Localização
    Valores: simbólicos e paisagísticos

RELEVO Y EMPLAZAMIENTO URBANO

Manuais franceses de Geografia Urbana:
Relevo como determinante na localização;
Papel defensivo;
Isolava das inundações – primeiras elevações; margem côncava dos rios; terrenos planos – agricultura.
Maior aproveitamento do sol – zonas temperadas e árticas.

Mediterrâneo:

Descontinuidades litológicas (fontes de água);
Relevo suaviza as temperaturas;
Cuidado para não se afastar dos vales (água, comunicações, terras boas para cultivo)
Vantagens desaparecem com a Revolução Industrial:
A cidade passou a ocupar áreas planas para facilitar a ocupação e expansão;

Evolução dos transportes;

Desenvolvimento urbano;
Avanços técnicos – tratamento de zonas planas (“aterros são avanços”); defesa contra inundações.

EL RELIEVE: VALOR SIMBOLICO

La funcion referencial

Relevo como elemento diferenciador da paisagem
Marcos físicos – o relevo urbano, enquanto elemento natural da cidade, se percebe como único, como uma singularidade e por sua magnitude (altura, extensão,...) e fisionomia.
Elementos singulares construídos
Elementos naturais: capacidade referencial; formam a paisagem.

Rios – Sevilha, Zaragoza, Caxias;
Praias – cidades litorâneas;
Penínsulas – Santander;
Montes – Barcelona.

Função Referencial: Intraurbana e Extraurbana

La funcion simbólica

Na cidade pré-industrial – metáfora de poder (dominância): frente ao território;
Zonas mais altas – prédios públicos; prédios religiosos (Ex. I. de são Benedito)
Motivos específicos:
    Defensivos – militares;
    Místicos – religiosos

Raciocínios simbólicos:

Superioridade da localização elevada
Segurança;
Intimidade – símbolo nascido com a massificação urbana; zonas mais vigiadas (segurança privada); inacessibilidade – poucas estradas, amplitude dos espaços; mais distantes da insegurança urbana;
Contato com a natureza – relevos urbanizados; aspirações recentes; sensação de superioridade e status social; simbolismo da posição elevada

La función representativa

Imanência (o que está inseparavelmente contida na natureza de um ser).

Relevo:
    permanece, apesar do tempo;
    símbolo da cidade em si mesma;
    mais que simbolismo  representatividade – categoria maior de simbolismo;
    define melhor a cidade.

EL RELIEVE Y LAS NUEVAS DEMANDAS URBANAS

Incremento do valor do relevo como espaço emblemático.

1. El relieve com pulmón de la ciudad.

Relevo:
Zona verde – Espanha: área repovoada com coníferas; RJ – Floresta da Tijuca;
Contribuição estritamente visual, pois interrompe o contínuo urbano construído;
Uso público – melhoria do ambiente atmosférico;
Deve sua criação a critérios de atuação de ordem estética sobre elementos emblemáticos da cidade, com a intenção de realçar determinados espaços.

2. El relieve como demanda residencial – la vuelta al emplaziamento

Cidade pós-indutrial ou terceirizada;
Retomada da importância do relevo:
Zona litorânea
    Turismo
    2ª residência
    Residências de alto nível
   Combina mundo urbano com mundo rural (retorno) – EUA: anos 1950
   (“Este processo constitui um dos elementos mais peculiares da recente expansão urbana”):
   Viver em densidades baixas;
    Residências isoladas;
    Preeminência sobre o entorno;
    Possessão de agradáveis vistas;
    Representa um modo de vida mais “natural”.

LA NECESSIDAD DE LA PROTECION

Lynch (1974): a qualidade paisagística de uma urbe se fundamenta em sua legibilidade:
Marcos (determinam a percepção da cidade pelos indivíduos):
    Abundância;
    Melhores condições;
    Maior qualidade paisagística

O planejamento municipal deve cuidar da proteção integração desta elevações:

Ameaças
    Ocupação de encostas pelas moradias;
    Usos recreativos intensivos;
    Incêndios florestais;
    Localização de equipamentos;
    Redução do efeito paisagístico.

Fonte:
MERIDA RODRIGUEZ, M. El relieve como elemento del paisaje urbano. Anales de Geografia de la U. Complutense. N. 15, 1995. 465-473.