
Jorge Xavier da Silva
Professor Emérito da UFRJ


ARGENTO, M. S. F. Mapeamento geomorfológico. In: Guerra, A.J.T. e Cunha, S. B. (org.) Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.p. 365-392.
1. Aplicabilidade dos Mapeamentos Temáticos em Geomorfologia
“A Geomorfologia serve de base para a compreensão das estruturas espaciais, não só em relação à natureza física dos fenômenos, como a natureza sócio-econômica dos mesmos”. (p. 366)
“A utilização de tais mapas contribuirá, certamente, para a elucidação de problemas erosivos e deposicionais que, porventura, venham a ocorrer em áreas de grande extensão, assim como viabilizará, mediante entrecruzamentos com outros mapeamentos temáticos, a elaboração de cenários ambientais, como por exemplo, áreas de instabilidade de taludes e de erodibilidade, e ainda áreas de risco de movimento de massa e inundação”. (p. 367)
“O planejamento, tanto nas escalas regionais como nas de maior detalhamento, de maneira geral, não tem considerado as características impostas pelo meio físico, principalmente por não haver uma base de dados que atrele as diferentes escalas cartográficas com as respostas, no nível taxonômico”. (p. 368)
“O grande potencial na aplicação de mapeamentos geomorfológicos está no interfaceamento com os projetos de planejamento da ocupação humana, com vistas à economia dos recursos investidos, mediante a prevenção de problemas futuros”. (p. 368)
“As duas primeiras situações atendem, essencialmente, a produtos voltados ao planejamento regional ou a trabalhos de macrozoneamentos...” (p. 368)
DOMÍNIOS MORFOESTRUTURAIS – características geológicas (direções estruturais, controle de drenagem,...): cadeias dobradas, antigas geossinclinais, estruturas falhadas, maciços intrusivos e grandes derrames efusivos
REGIÕES GEOMORFOLÓGICAS – “compartimentação reconhecida em termos regionais”; “o fator clima é preponderante (…) associando processos geradores a formas resultantes”.
Segue legenda de mapeamento em escala regional: 1: 1.000.000; 1;500.000.
UNIDADES GEOMORFOLÓGICAS – para mapeamentos aferidos a uma escala de 1:50.000; arranjo de formas fisionomicamente semelhantes em seus tipos de modelados (geomorfogênese, fatores paleoclimáticos, comportamento da drenagem, condicionantes litológicos ou tectônicos, etc.). “(...) cabem como legenda: os tipos de drenagem (perene, intermitente), presença de lagoas e de represamentos; localização de anfiteatros, cristas assimétricas ou simétricas, escarpas de chapadas ou de blocos falhados, colos, patamares, topos, contato angular e/ou contato côncavo entre baixas vertentes e baixada, terraços, linhas de falésias, (...), talude de detritos, planícies fluviais, etc.
TIPOS DE MODELADOS – ideal para planejamento municipal; formas com similitude geométrica, gênese comum, generalização de processos morfogenéticos comuns. As quatro tipos prioritários:
o de acumulação: fluvial, marinha, fluviomarinha, lacustre, fluviolacustre, eólica, coluvial e de inundação;
o de aplainamento: pediplanos degradados;
o de dissecação: topos convexos, tabulares e aguçados, ravinamentos e voçorocamentos
o de dissolução (karst)
“Para elaboração de mapeamento geomorfológicos por iniciantes, é aconselhado, em nível de metodologia, um primeiro contato com a base conceitual, buscando atrelar as formas resultantes aos processos geradores e modificadores dessas formas e à respectiva constituição do terreno e sua ocupação (uso do solo). Esse caminho facilitará, posteriormente, a delimitação dos polígonos nas diferentes escalas aqui preconizadas. Torna-se, ainda, importante o controle de campo no nível de todas as escalas de detalhamento a fim de se ter confiabilidade no produto final”. (p.383)
3. A Moderna Tecnologia
Parâmetros dos mapeamentos temáticos:
o Boa base conceitual em Geomorfologia;
o Escolha das legendas;
o Utilização do sensoriamento remoto e processamento digital (macro e mesoescalas);
o Uso de cartografia computadorizada.
“(…) para projetos de gerenciamento ambiental ou, até mesmo, de gestão territorial, o mapeamento temático em bases geomorfológicas, não necessita do emprego de uma refinada técnica cartográfica, já que a base dos diferentes planos de informação é ajustada aos mapas planialtimétricos, e esses, sim, devem ser elaborados segundo uma rígida base cartográfica. Este fato, no entanto, não implica fugir das regras cartográficas básicas afim de que se chegue a um produto que represente mapeamento geomorfológico confiável”. (p. 384)
“A utilização de alguns softwares, com resolução, hoje em dia, se constitui numa ferramenta de trabalho muito usada para elaboração de mapas temáticos, como os geomorfológicos.” (p. 384). Menciona CAD, SGBD, MDT e PDI, “cada um, porém, tem sua função particular e suas pecuiaridades”.
4. Mapeamentos Geomorfológicos como Suporte ao Planejamento Ambiental
“Projetos relacionados a planejamento ambiental tem contado com o suporte operacional de Sistemas de Informações Geográficas. A utilização dessa metodologia traz embutida a elaboração de um conjunto de carta temáticas, em que o mapeamento geomorfológico se traduz numa carta fundamental para ser entrecruzada a outros planos de informação e gerar cenários ambientais, quer no nível urbano, rural ou regional”. (p. 385)
“(...) os mapeamentos geomorfológicos saem do contexto academicista e se expandem ao nível de associação multidisciplinar, abrindo, com isso, possibilidades de ampliação do mercado de trabalho especializado”. (idem)







Cada vez mais, trabalhadores aderem a trabalhos pouco conhecidos da sua profissão
Além dos mapas. Quando o estudante Pedro David Albuquerque, de 24 anos, entrou na faculdade de geografia, acreditava que uma das melhores opções de carreira era a de professor universitário. No fim do segundo ano do curso, conseguiu um estágio em uma área que até então desconhecia, o geomarketing, técnica que utiliza a localização geográfica para analisar as melhores possibilidades de mercado para uma empresa. Há mais de dois anos na área, ele mudou de emprego, mas não de carreira. "Quando comecei a estudar geografia, diziam que eu tinha dois caminhos: ser professor ou trabalhar no mercado de engenharia com geoprocessamento. Com o tempo, vi que existiam outras possibilidades."
O demógrafo Reinaldo Gregori, fundador da empresa de geomarketing Cognatis, diz que a profissão é promissora. "Com os avanços econômicos e o esgotamento dos mercados óbvios, esse tipo de estudo se torna cada vez mais necessário para as empresas. E a procura por profissionais do ramo só tende a aumentar." No entanto, considera a disseminação desse tipo de conhecimento muito pequeno nas universidades. "Os cursos ainda só preparam o aluno para trabalhar na academia."
A consultora de recursos humanos do Grupo DMRH, Naamisis Campos, diz que muitas carreiras têm apresentado novos nichos em decorrência do aquecimento do mercado de trabalho e da flexibilização das formas de contratação. (...) "As empresas não olham só para o técnico, elas procuram pessoas com fluência em outro idioma, conhecimento tecnológico e visão de negócio", afirma Naamisis.
Notícia publicada pelo "Estadão" em 30 de janeiro de 2011:
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_52984.htm
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Existem duas ferramentas para conectar Google com o ArcMAP:
1. ArcBruTile:
a. Versão 9.3 e 10;
b. Livre;
c. Permite conexão com outros provedores;
d. Site: http://arcbrutile.codeplex.com/.
2. Arc2Earth
a. Versão 10;
b. Livre (com restrições) e paga (com uma série de funções);
c. Permite conexão com outros provedores;
d. Site: http://bit.ly/dhVjSY.
Existe também um script elaborado pelo Luis Lopes (http://www.scribd.com/doc/13427493/Sincronizar-layer-do-ArcGIS-com-o-Google-Earth)
Maiores detalhes em https://c.na1.visual.force.com/apex/ideaView?id=087300000008GlnAAE.
Bom trabalho a todos.

A vegetação presente no Maranhão reflete os aspectos transicionais entre o clima superúmido característico da região Norte e da Região Nordeste, com aspectos de semi-árido. Em virtude dessa posição, as condições edafoclimáticas do Estado ocorrem com grande variabilidade, proporcionando o surgimento de diversos ecossistemas. No Maranhão vamos encontrar desde ambientes salinos, com presença de manguezais, vegetação secundária, grandes áreas com babaçuais, até vegetação de grande porte com características do sistema amazônico.
Savana: É uma região com predominância de vegetação xeromorfa aberta, dominada e marcada por um estrato herbáceo. Alternam-se ás vezes pequenas árvores isoladas, capões florestados e galerias florestais ao longo dos rios, mostrando, assim uma grande variabilidade estrutural e, em conseqüência, grande diferença em porte de densidade, no que também influi a intensidade da ação antrópica. As espécies mais comuns nas Savanas do Estado do Maranhão são: cajui (Anarcadium microcarpum ), araticurn (Anona coriacea), murici (Byrsonirna spp), sucupira (Bowdichia vergilo ides) etc.
Savana Estépica: É constituida por uma formação vegetal bastante heterogênea e complexa, uma vez que se apresenta sob diversos aspectos fisionômicos, ocorrendo desde moitas baixas e isoladas, até mata fechada. Na sua maioria são xerófitas verdadeiras. Encontram-se sobre os tabuleiros em substituicão às áreas de matas, após sucessivos desmatamentos. As espécies mais as dessa vegetação no Estado são: sabiá (Minosa caesalponiifolia), catingueira (Caesalpinia bracteosa), xixá (Sterculia striaata) etc.
Floresta Estacional e Floresta Estacional Decidual: Representam grandes áreas descontínuas, onde o caráter decíduo da vegetação é acentuado pela disponibilidade hídrica do substrato. Ocorre na forma de disjunções florestais, apresentando estrato dominante macro ou mesofanerófitico, predominatemente caducifólio. As principais espécies encontradas são: macaúba (Acronomía sclerocarpa), pau-roxo (Cassia ramiflora) jatobá (Hymenaea sp) ), angico (Piptadenia cf. peregrina) dentre outras.